Com as benssaum de pauleti-xicreti-omeleti Paula Corrêa...
A - olha o que estou vendo
acho tão lindo
www.youtube.com/watch?v=6inwzOooXRU
B - Ai, que lindoo
eu amo
A- eu também
B- tão triste
A- não é tão leve?
B- para mim é meio ancestral
da vontade de chorar
A- é vero
não tenho essa vontade
B- ainda mais que cheguei do aniversario do meu pai agora
A - eu tenho vontade de chorar
em notting hill
qdo a julia roberts decide ficar na inglaterra para casar com o hugh grant e toca she
B- do avnavor?
az
A- sim
na verdade
B - adouro
A - acho que é elvis costello
que também é bom
B - ahhh
sim
ele tem a voz tão limpida ne
A - total
B - ai que lindo rui
obrigada
A - falei com o decio hoje
B - falou?
A - qdo falei de marcarmos, desconversou
B - ferveram muito?
A - marca vc que eu vou
hahahahahhahahaha
não muito
B - hahaaah
A - o ano começou pra mim hoje gata
B - ah, ele ta vivendo umas coisas ai intensas
A - graças a deus tão pintando uns projetinhos paralelos
ele é intenso né
ariano que não é intenso não é ariano
B - verdade
eu o adoro
a gente briga e faz as pazes em questão de segundos
A - então marca que eu vou
ç
podia ser no exquisito
rs
B - vamos semana q vem para comemorar o lançamento do site
essa semana eu estou meio turbulente tb
A - let´s
total
B - precisando pegar as redeas da minha vida
A - se vcs não me chamarem
B - vc pega nois na saída
A - vou incorporar o bento carnero
B - hahahahahahahah
A - o vampi brasilei
B - ahahhahaha
A - e roga uma praga em ocêis
minha vingança sará maligrina
B - óxi
vou ter q chamar maria bétania
A - uia
B - e suas divindades
A - primeiro você me azucrina
mintorta a cabeça
B - eh meu beim
mintorta ahahahahhahahahahahaha
ahahahahhahahahahahahhahahahaha
A - she maybe the face ai que forget
hahahahahahahhahahahahahahahah
B - ahahaahah
gente
A - vc já viu um video no u tube dela cantando demoníaca?
B - que inspiration
noo
A - vai ver agora
que coisa
B - mande q vejo
preciso fazer umas ligações
A - www.youtube.com/watch?v=ao6QH708Ccw
veja tudo
B - e vou dormir que to com colica
A - e repare como ela treme
dá até medo
B - ai acho q já vi isso
hahahhaaahhhhahahaha
A - mas vale a pena ver de novo
B - arredia!
A - beijos gata
B - pera to vendo
A - va lá que também nvou dormir
ah ta
me comenta então
B - não vi essa
A - não
veja
feminismo...
bota!
B - hahahahahah
A - eu tenho tremores qdo vejo este vídeo
B - espelho...
demoniaca
A - parece que ela tá possuida mesmo
B - ta revirada
A - no túmulo
B - hahahahhaha
A - e o olhar
parece que ela tá falando c´us spritu
B - spritu
A - ai baixou o bento carnero
agora não consigo mais escrever certo...
B - hahahahahaha
beto carrero!
bentiu carnero
A - o vampi brasileiro
posso reproduzir este diálogo nu brog
B - e a norma bengel fazendo a sapa naquele programa horroroso
A - tá otemo?
vc me autoriza?
B - claro
A - sapa não né gata
homi
B - hahahahahahha
eu acho genial
A - parece coisa da crarisse
B - eh mto boa
A - nóis dois aqui
B - parece a PIIIIIIIIIIIIIII
A - hahahahahhahahahahaha
B - sabe quem é
do PIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
affffff
A - não sei
B - chega e faz XXXXXXXXXX da Scania
A - no conozco
hahahahhahahahah
B - estaciona o caminhão e vai
A - ui
B - pelamor
A - e não paga zonazu
B - haahahahahhahahah
A - nem norte
nileste
mucho menos oeste
B - vc precisa escrever essa lingua
ruizÊs
a zonazu
a demoniaca
ruiza, a demoniaca
A - hahahahahhahahahah
B - ruiza
A - paulete, o espeio
B - hahahahahha
a espeia
A - uia
espeio não tem sechu
B - vosmicê
séquisso
A - hahahahhahahahahahah
gostei
B - séquisso é felomeno
bueno darling
A - felomenal
boa noite xuxu
B - heheeehehe
boa noite baby
A - voy a mimi
mas antes tudo
isso
B - dorme bem, com os anjinhos
A - estará nu brog
frog]]
sog
B - como dizia minha mãe, dorme com deus e com os anjinhos
mto fofa ne
A - redescobertadomundo.blogspot.com
B - hahahahahahah
A - e sonhei
B - lerei
A - sonhe comigo
kissies kissies
B - kisser master
A - end baiquibaibaibai
B - bjin
obs: pouca coisa foi alterada neste blog, a fim de preservar a dignidade de alguns citados. Pessoas citadas estranhas a este blogueiro não foram consideradas. Ah, também não conferi quantos "a"s se intercalam nos ahahahahahhahahahahahahs
tudo foi copidescado...
MAis um vídeo inspirador dessa missiva
www.youtube.com/watch?v=hHeQbgFf-wo
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
sábado, 16 de janeiro de 2010
Olhando o passado...
Mirando atrás, hoje eu posso vislumbrar melhor o presente. Quantos sentimentos confusos, antagônicos, dissonantes passaram pelo meu corpo e corações em todos estes anos. Certezas profundamente arraigadas mostram-se para mim, atualmente, com outra roupagem. Antigas paixões que hoje, sei, eram sentimentos de cumplicidade, de identificação. Agradeço a minha timidez, que sempre me alertou de que algumas atitudes poderiam ser precipitadas. Hoje eu sei um pouco mais quem eu sou.
Um palpite para que isso ocorra pode ser encontrado no fato de ter me rodeado, nos últimos dias, de tantas obras de arte que debatiam a verdade. Li o livro "Reparação", de Ian McEwan, tornei a rever o filme inspirado na obra (bom filme, mas que fica com um jeito de vídeoclipe depois da leitura extenuante e fascinante da construção dos perfis psicólogicos dos personagens) e, de quebra, fui guiado pelo inconsciente a ver "Dúvida" e a ler "A Relíquia", de Eça de Queiróz.
Uma salada? Nem tanto. Em todos esses livros, a questão da verdade própria se encontra. A identificação com Briony Talls, de "Reparação", torna-se imediata. Quantas vezes o meu mundinho metafísico, onde tudo era perfeito, onde para tudo havia jeito, onde a princesa Arabella conseguia terminar o seu happy end redimida por seus erros, esbarrou com o impenetrável muro da verdade... Muitas vezes, é difícil de acreditar que este mundo imperfeito exista. A literatura pode ser um bom meio de transporte. Mas até que ponto?
Na noite de quinta, enquanto guiava o meu carro e conseguia me perder pelas ruas de um bairro de São Paulo que até então pensava que dominava, pude perceber novos aspectos, coisas novas, mudanças de orientação nas ruas, novas vias que me levavam para longe do meu destino, mas para perto do meu coração. As memórias me acompanhavam. Comecei a pensar no meu passado. No meu mundo de lego, onde todas as peças se encaixavam, onde todas as cores combinavam, mas que não resistiam às mordidas do meu cachorro, que insistia em destruir o meu mundo a um lever dar de costas... por ciúme, por instinto, por proteção? A sua fala canina nunca soube me dizer.
O fato é que as certezas e verdades que construíam o meu corpo estavam perfiladas pelas veias da dúvida, que oxigenavam as minhas células, como a lenha seca que alimenta a fogueira da sabedoria, produzindo um fogo real, que dissipava as névoas da paixão, que muitas vezes encobrem a visão. Lá, pude ver que antigos sentimentos, confundidos com uma paixão avassaladora, irreversível, que só me deixava como alternativas o ter ou a morte, agora não passam, mesmo, de admirações. São como teses que construímos que, apesar de os números ou os fatos a negarem, insistimos em mantê-las.
Que viva o sangue arejado da dúvida! Que ele continue a circular, levando as impurezas carcomidas das velhas certezas pré-estabelecidas e imutáveis. Que, ao contrário da freira interpretada por Meryl Streep em "Dúvida", que nunca se tenha medo de incorporá-la em nossas decisões!
Um palpite para que isso ocorra pode ser encontrado no fato de ter me rodeado, nos últimos dias, de tantas obras de arte que debatiam a verdade. Li o livro "Reparação", de Ian McEwan, tornei a rever o filme inspirado na obra (bom filme, mas que fica com um jeito de vídeoclipe depois da leitura extenuante e fascinante da construção dos perfis psicólogicos dos personagens) e, de quebra, fui guiado pelo inconsciente a ver "Dúvida" e a ler "A Relíquia", de Eça de Queiróz.
Uma salada? Nem tanto. Em todos esses livros, a questão da verdade própria se encontra. A identificação com Briony Talls, de "Reparação", torna-se imediata. Quantas vezes o meu mundinho metafísico, onde tudo era perfeito, onde para tudo havia jeito, onde a princesa Arabella conseguia terminar o seu happy end redimida por seus erros, esbarrou com o impenetrável muro da verdade... Muitas vezes, é difícil de acreditar que este mundo imperfeito exista. A literatura pode ser um bom meio de transporte. Mas até que ponto?
Na noite de quinta, enquanto guiava o meu carro e conseguia me perder pelas ruas de um bairro de São Paulo que até então pensava que dominava, pude perceber novos aspectos, coisas novas, mudanças de orientação nas ruas, novas vias que me levavam para longe do meu destino, mas para perto do meu coração. As memórias me acompanhavam. Comecei a pensar no meu passado. No meu mundo de lego, onde todas as peças se encaixavam, onde todas as cores combinavam, mas que não resistiam às mordidas do meu cachorro, que insistia em destruir o meu mundo a um lever dar de costas... por ciúme, por instinto, por proteção? A sua fala canina nunca soube me dizer.
O fato é que as certezas e verdades que construíam o meu corpo estavam perfiladas pelas veias da dúvida, que oxigenavam as minhas células, como a lenha seca que alimenta a fogueira da sabedoria, produzindo um fogo real, que dissipava as névoas da paixão, que muitas vezes encobrem a visão. Lá, pude ver que antigos sentimentos, confundidos com uma paixão avassaladora, irreversível, que só me deixava como alternativas o ter ou a morte, agora não passam, mesmo, de admirações. São como teses que construímos que, apesar de os números ou os fatos a negarem, insistimos em mantê-las.
Que viva o sangue arejado da dúvida! Que ele continue a circular, levando as impurezas carcomidas das velhas certezas pré-estabelecidas e imutáveis. Que, ao contrário da freira interpretada por Meryl Streep em "Dúvida", que nunca se tenha medo de incorporá-la em nossas decisões!
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Feliz Ano Novo...
Não é nada original, talvez seja até mesmo inevitável que esta época do ano inspire alguma forma de reavaliação da vida. O clima conspira. Sem notícias frescas, as editorias de todos os jornais nos inundam com todo o tipo de retrospectiva. Quem morreu, quem nasceu, quem casou, quem causou, os fatos que influenciaram o ano que, mal partiu, já está sendo jogado janela abaixo, indo num rabo de foguete, para dar lugar a um janeiro fresco, cheirando a talco e a jasmim.
São nesses momentos que as mentes incessantes não param de engrenar pensamento após pensamento, sinapse atrás de sinapse. São flagrantes de como não conseguimos avaliar os fenômenos no longo prazo. Onde estávamos em 1999, em que parte do mundo passamos o réveillon, onde estaremos em 2019, o que faremos quando os entes queridos se forem. O tempo, como mostrou a adaptação cinematográfico do conto 'O Curioso Caso de Benjamim Button', pode se mostrar igualmente implacável até mesmo para aqueles que conseguiram burlar a ordem natural das coisas.
Essas palavras podem parecer depressivas, mas elas enganam, tal qual o reflexo no espelho. Funcionam pela inversão. É necessário desvirar o lógica para entender que da tristeza brota a alegria. Sentimentos não são autoaplicáveis. São vividos intensamente na comparação de seus contrastes. Como dois irmãos siameses, condenados a nunca se separar, pois perderão o elo que os une e os torna um só.
Não sei muito bem porque escrevo essa mensagem hoje. Só sei que escrevo para mim. Para saciar com palavras vazias e suculentas o meu pobre coração, que bombeia para o cérebro que não para de trabalhar nem nas mais profundas horas de sono, um pouco de alento para enfrentar a realidade. E, se houver leitores que aproveitam essas missivas, que essas linhas também sirvam de reflexão para a construção de um futuro melhor.
A todos, os meus votos de feliz 2009! 2008! 2007... 2010! 2011! 2012
São nesses momentos que as mentes incessantes não param de engrenar pensamento após pensamento, sinapse atrás de sinapse. São flagrantes de como não conseguimos avaliar os fenômenos no longo prazo. Onde estávamos em 1999, em que parte do mundo passamos o réveillon, onde estaremos em 2019, o que faremos quando os entes queridos se forem. O tempo, como mostrou a adaptação cinematográfico do conto 'O Curioso Caso de Benjamim Button', pode se mostrar igualmente implacável até mesmo para aqueles que conseguiram burlar a ordem natural das coisas.
Essas palavras podem parecer depressivas, mas elas enganam, tal qual o reflexo no espelho. Funcionam pela inversão. É necessário desvirar o lógica para entender que da tristeza brota a alegria. Sentimentos não são autoaplicáveis. São vividos intensamente na comparação de seus contrastes. Como dois irmãos siameses, condenados a nunca se separar, pois perderão o elo que os une e os torna um só.
Não sei muito bem porque escrevo essa mensagem hoje. Só sei que escrevo para mim. Para saciar com palavras vazias e suculentas o meu pobre coração, que bombeia para o cérebro que não para de trabalhar nem nas mais profundas horas de sono, um pouco de alento para enfrentar a realidade. E, se houver leitores que aproveitam essas missivas, que essas linhas também sirvam de reflexão para a construção de um futuro melhor.
A todos, os meus votos de feliz 2009! 2008! 2007... 2010! 2011! 2012
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Ouviram do Ipiranga o Krlho a 4
Meses atrás, Vanusa foi a estrela do you tube ao cantar errado o hino nacional brasileiro. Algumas TVs exploraram o assunto ao máximo. Uma delas estabeleceu prêmio em dinheiro para quem conseguisse cantar, do início ao fim, o hino, sem errar a letra. E ainda com as duas estrofes completas.
Aliás, estrofes que se tornaram desnecessárias. Não sabemos cantar o hino porque ele não nos diz nada... o português castiço, a linguagem rebuscada só confunde um povo que aprendeu a simplificar a complexa realidade cotidiana
Vamos fazer um trato? Perdoemos Vanusa pela gafe, que poderia ocorrer com qualquer um de nós, e adotemos um novo hino, que retrate mesmo, em uma linguagem simples, porém honesta e verdadeira, o que seria o brasileiro.
Minha sugestão
http://www.youtube.com/watch?v=8EAOrouvLGc&feature=related
Aliás, estrofes que se tornaram desnecessárias. Não sabemos cantar o hino porque ele não nos diz nada... o português castiço, a linguagem rebuscada só confunde um povo que aprendeu a simplificar a complexa realidade cotidiana
Vamos fazer um trato? Perdoemos Vanusa pela gafe, que poderia ocorrer com qualquer um de nós, e adotemos um novo hino, que retrate mesmo, em uma linguagem simples, porém honesta e verdadeira, o que seria o brasileiro.
Minha sugestão
http://www.youtube.com/watch?v=8EAOrouvLGc&feature=related
Amor I love You
As intenções não correspondem às palavras.
As expressões não correspondem às intensões.
O instinto de sufocar sonhos perdidos no passado, que não voltarão
mais
nunca mais!
nos levam a criar mecanismos
máscaras
falsos espelhos
buracos negros...
que encarnam o passar desperdiçado do tempo e
revelam verdades inventadas para maquiar o não-feito
Amor I love You
http://www.youtube.com/watch?v=5TdTacizYdA
As expressões não correspondem às intensões.
O instinto de sufocar sonhos perdidos no passado, que não voltarão
mais
nunca mais!
nos levam a criar mecanismos
máscaras
falsos espelhos
buracos negros...
que encarnam o passar desperdiçado do tempo e
revelam verdades inventadas para maquiar o não-feito
Amor I love You
http://www.youtube.com/watch?v=5TdTacizYdA
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Entre a mentira e a escuridão
Mentir às vezes é necessário. E não necessariamente uma mentira foi utilizada para prejudicar outra pessoa. Às vezes, ocultar a realidade pode ser vital para a autosobrevivência.
Essas afirmações podem ser amorais? O dono deste blog enlouqueceu! Não. Talvez, o preço da mentira seja alto. Demasiadamente alto. Custa noites de sono mal dormidas, taquicardias, medos, inquietações. A paz de espírito é afugentada. É necessária uma barganha imensa, repleta de respirações, orações, transpirações para que, com ele, também retorne o sono. O sono tranquilo dos justos.
A mentira é uma tênue linha, que divide a nossa consciência entre a calma, a lucidez, de um lado, e as perseguições da nossa moral de outro. E o indivíduo caminha, na ponta dos pés, timidamente, para que não possa cair de um lado ou de outro. Para abafar o som de um coração que insiste em denunciar aos outros aquilo que lhes está encoberto sobre os olhos. Que insiste em tirar das regiões púberes a pobre folhinha que esconde as vergonhas, denunciadas pelo prazer do fruto proibido e de toda a perigosa liberdade que lhe advém. Uma liberdade que pode trazer muitas recompensas. Mas a um preço elevado.
Porém, resta-nos a verdade? Talvez, a minha falta de sono seja um sinal a procura desta noção.
Essas afirmações podem ser amorais? O dono deste blog enlouqueceu! Não. Talvez, o preço da mentira seja alto. Demasiadamente alto. Custa noites de sono mal dormidas, taquicardias, medos, inquietações. A paz de espírito é afugentada. É necessária uma barganha imensa, repleta de respirações, orações, transpirações para que, com ele, também retorne o sono. O sono tranquilo dos justos.
A mentira é uma tênue linha, que divide a nossa consciência entre a calma, a lucidez, de um lado, e as perseguições da nossa moral de outro. E o indivíduo caminha, na ponta dos pés, timidamente, para que não possa cair de um lado ou de outro. Para abafar o som de um coração que insiste em denunciar aos outros aquilo que lhes está encoberto sobre os olhos. Que insiste em tirar das regiões púberes a pobre folhinha que esconde as vergonhas, denunciadas pelo prazer do fruto proibido e de toda a perigosa liberdade que lhe advém. Uma liberdade que pode trazer muitas recompensas. Mas a um preço elevado.
Porém, resta-nos a verdade? Talvez, a minha falta de sono seja um sinal a procura desta noção.
sábado, 29 de agosto de 2009
Retorno
Aos poucos, a alma destroçada retorna... naquele eterno retorno nietschiniano resgatado pela leitura-barata-pseudointelectual-depapeljornalbarato-kunderiano. Após um acidente, um corpo pode voltar a se recuperar. Mas... e uma alma? Ela se recuperará ou viverá para todo o sempre, como um vaso que caiu, carregando as marcas indeléveis das dores e dos traumas?
Somente hoje percebi que passaram-se 8 meses sem nenhum texto. Sem nem um remédio que possa aplacar as dores da alma. Um escritor, acima de tudo, gasta seu tempo, escreve, desenvolve externas tramas para explicar seus internos traumas.
Será que não houve necessidade de medicação nesse período que se passou? Será que, como a Carolina de olhos fundos do Chico, eu fiquei na janela e só eu não vi o tempo passar? Será a mesma preguiça que nos afasta dos necessários exercícios físicos que me afastou do exercício indispensável da crônica?
Escrita exige disciplina. Mas também exige ter o que dizer. E sinto, realmente, que tudo se esvai. Tenho medo de ser repetitivo, temo expor o mais do mesmo que vive dentro de mim. Não há personagens multifacetados nos quais posso dividir o meu eu dividido em muitos.
Somente hoje percebi que passaram-se 8 meses sem nenhum texto. Sem nem um remédio que possa aplacar as dores da alma. Um escritor, acima de tudo, gasta seu tempo, escreve, desenvolve externas tramas para explicar seus internos traumas.
Será que não houve necessidade de medicação nesse período que se passou? Será que, como a Carolina de olhos fundos do Chico, eu fiquei na janela e só eu não vi o tempo passar? Será a mesma preguiça que nos afasta dos necessários exercícios físicos que me afastou do exercício indispensável da crônica?
Escrita exige disciplina. Mas também exige ter o que dizer. E sinto, realmente, que tudo se esvai. Tenho medo de ser repetitivo, temo expor o mais do mesmo que vive dentro de mim. Não há personagens multifacetados nos quais posso dividir o meu eu dividido em muitos.
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